Arquivo
Este trabalho vive da repressão da energia sexual, e da sua confrontação com a fantasia romântica e religiosa que só encontra “redenção” numa espécie de sacrifício de auto- mutilação.
É um trabalho que tem uma carga erótica muito semelhante ao que se vivia, ou pelo menos eu vivi, no nosso passado de católicos, cheios de Nossa Senhora de Fátima e de Infernos meio orgásticos, meio redentores.
Sábado 2 é uma obra essencialmente egoísta; o outro existe para dar relevo às nossas fantasias; compadecemo-nos a pensar que sofremos de amor, mas não passa de imaginação e convenção social. É aí que entra o texto, para dar relevo ao estereótipo das convenções sociais, à banalidade da palavra e até dos sentimentos, quase sempre fugazes e virtuais.
Resumindo, nesta peça tentei explorar o turbilhão vazio do indivíduo virado essencialmente para si próprio, tomando a ligação com o divino como espécie de energia redentora.
Paulo Ribeiro
Apresentações:
1997
Pau (França) – Thêátre Saragosse
Dijon (França) – Art Danse Bourgogne
1996
Porto – Teatro Nacional S. João
Neuchatel (Suíça) – Festival Neuchatel
London (Inglaterra) – The Turning World, The Place Theatre
Sheffield (Inglaterra) – Sheffield Plays at Home
Budapest (Hungria) – Petofi Hall
Berlin (Alemanha) – Tanzwerkstatt
Nova Iorque (EUA) – St. Marks Church
Providence (EUA) – The Carriage House
Paris (França) – Festival Ile de Danses
1995
Lisboa – Teatro Municipal de São Luís
Guarda – Auditório Municipal da Guarda
Lisboa – Teatro CineArte
Loures – Espaço Artivários
Montemor-o-Velho- Festival Citemor
Braga – Teatro Circo
Coimbra – Teatro Gil Vicente
Viseu – Parque do Fontelo
Porto – Balleteatro Auditório
Lisboa – Festival Danças na Cidade / Centro Cultural de Belém (co-produtor) – 2 de junho (estreia)
Coreografia
Paulo Ribeiro
Música
Nuno Rebelo
Figurinos
Maria Gonzaga
Desenho de luz
Rui Marcelino
Intérpretes
Joana Novaes
Leonor Keil
Paola Moreno
Duarte Barrilaro Ruas
Paulo Ribeiro
Peter Michael Dietz
Co-produção
Fundação das Descobertas / CCB
Apoios
The British Council, CCA – Audiovisuais, E.T.I.C., Maria Gonzaga, Teatro CineArte
Espelho de uma celebração metafísica onde o corpo é o veículo de comunicação por excelência, Rumor de Deuses explora uma fisicalidade subtil mas ao mesmo tempo exuberante na sensação interna e na imagem externa. Paulo Ribeiro assume, nesta coreografia, uma estranha liberdade da alma.
Um trabalho mais contemplativo, que permitiu ao coreógrafo avançar na exploração de novos vocabulários de movimentos e de novas situações em que o humor se constrói.
Coreografia
Paulo Ribeiro
Intérpretes
Joana Novaes
Leonor Keil
Patrick Harlay
Paula Moreno
Peter Michael Dietz
Música
Vítor Rua e “Caeser”, de Iggy Pop
Figurinos
Maria Gonzaga
Desenho de Luz
Rui Marcelino
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian
Apoio
Secretaria de Estado da Cultura / I.P.B.D., E.P.I, Maria Gonzaga, Fundação das Descobertas e Teatro Cinearte
A partir das definições de Wassily Kandinsky das cores azul – “um movimento de afastamento do homem e, ao mesmo tempo, um movimento dirigido unicamente para o seu próprio centro” – e esmeralda – “ambivalente, cujas características podem sugerir ciências ocultas e malditas mas também clarividência, fertilidade e imortalidade”-, e da sua contradição de cor e de significado, Paulo Ribeiro constrói uma criação sobre a dinâmica da violência, da banalidade e da futilidade, tomando como princípio a ilustração do ser humano bestial, posto a nu pela sua incapacidade de gerir contradições.
Azul Esmeralda é uma obra excessiva e, por excesso, torna-se numa celebração desenfreada da estupidez, da violência sem objectivo definido e da futilidade insaciável da alegria.
Coreografia
Paulo Ribeiro
Intérpretes
Cláudia de Serpa Soares
Leonor Keil
Mathilde Lapostolle
Paola Morena
Paulo Ribeiro
Peter Michael Dietz
Rowan Thorpe
Música
Nuno Rebelo
Cenografia e Adereços
Ideia Fixa
Figurinos
Maria Gonzaga
Desenho de Luz
Paulo Graça
Co-produção
Teatro Nacional de São João, Companhia Paulo Ribeiro
Apoios
Ministério da Cultura, Prix d’auteur du Conseil Général de La Seine Saint-Denis, França (Rencontres Chorégraphiques Internationales, 1996)
Memórias de Pedra – Tempo Caído inaugurou a vida da Companhia Paulo Ribeiro, enquanto estrutura residente no Teatro Viriato, em Viseu. Trata-se da primeira obra a tornar legível a sua pertinência artística e de produção. Um símbolo da descentralização da dança contemporânea, das artes e da cultura, que atravessa a criação do projecto artístico actual do Teatro Viriato. Nesta peça, o coreógrafo Paulo Ribeiro reflecte sobre o imaginário português e o que considerou ser um dos bastiões da identidade nacional: as pedras das casas, onde se inscreve tudo o que resta da nossa grandiosidade.
Apresentações:
1998
Estreia 3 de julho – Festival Mergulho no Futuro / EXPO’98 (co-produtor)
São Paulo (Brasil): Centro Cultural de São Paulo
Estocolmo (Suécia): Dansen Hus (co-produtor)
Frankfurt (Alemanha): Kunstlerhaus Mousonturm
2000
Beja: Auditório do Instituto Politécnico
Coimbra: Teatro Académico Gil Vicente
Aveiro: Estaleiro Teatral
Braga: Auditório do Parque de Exposições
Berlin (Alemanha): Hebbel Theatre1999
Tondela: Teatro Acert
Évora: Teatro Garcia de Resende
Estarreja: ESTA ‘99
Dortmund (Alemanha): AKKU, St. Reinoldi Kirche
Dusseldorf (Alemanha): Tanzhaus nrw Die Werkstatt
Bonn (Alemanha): Brotfabrik
Viseu: Teatro Viriato
Trento (Itália): Semana da Cultura Portuguesa
Glasgow (Escócia): Festival New Territories
Porto: Teatro Rivoli
Coimbra: Teatro Gil Vicente
Concepção, coreografia, direcção e espaço cénico
Paulo Ribeiro
Música original
Vítor Rua
Vídeo
João Pinto / Vojta Dukát
Figurinos
Carlota Lagido
Desenho de luz
João Paulo Xavier / Paulo Ribeiro
Intérpretes
Barbara Fuchs
Christin Chu
Leonor Keil
Suzana Queiroz
Boris Nahálka
Félix Lozaon
Romulus Neagu
Wolfgang Maas
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Parque Expo – Expo’98 / Lisboa, Stockholm Cultural Capital of Europe 1998, Kunstlerhaus Mousonturm
Apoio
Câmara Municipal de Viseu
É um encontro ao vivo, é o prazer da musicalidade, é deixar o corpo ser epiderme, é respirar pela pele, é criar espaço para o diálogo, é dar corpo à surpresa, é ir para o palco transparente, é esquecer-se de si, é dar voz ao corpo, é dar corpo à voz, é ouvir e dançar, dançar.
Revisitar o universo específico e autónomo de Maria João e Mário Laginha, e regressar às origens e tentar, através da exploração máxima dos corpos, concretizar a expedição da construção de uma nova paisagem.
O espaço de improvisação possibilita um interessante encontro entre o conhecido e o desconhecido, que faz deste acontecimento um constante espectáculo Ao Vivo.
Circulação
1999
Porto: 5 de dezembro (estreia) – Teatro Nacional São João (co-produtor)
2000
Loures: Jardim de Loures
Coimbra: Jardim da Sereia
Viseu: Teatro Viriato
2001
San Francisco (EUA): Yerba Buena Centre for the Arts
Miami (EUA): Miami Light Project
Lisboa: Grande Auditório do Centro Cultural de Belém
Coreografia e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro
Música
Maria João e Mário Laginha (temas dos discos Cor e Fábula)
Desenho de luz
Cristina Piedade
Figurinos
Manuel Alves / José Manuel Gonçalves
Intérpretes
Barbara Fuchs
Christine Chu Shinae
Leonor Keil
Suzana Queiroz
Boris Nahálka
Romulus Neagu
Wolfgang Maas
Músicos
Maria João (voz)
Mário Laginha (piano)
Helge Norbakken (percussão)
Co-produção
PO.N.T.I. / Teatro Nacional São João
A comédia musical é o culto da vida em constante Primavera. Um inconformado luxo que procura comunicar com todos e com cada um em particular. A conjugação energética que consegue criar o indefinível capaz de desencadear o sonho.
Carmen Miranda e Josephine Baker têm em comum um talento que se alimenta de humanidade, uma autenticidade selvagem que é a própria vida. É a partir destes dois fenómenos do espectáculo que o coreógrafo procura criar matéria onírica, construir uma celebração marcada pela incansável necessidade de se fazer presente e, ao mesmo tempo, reflectir e dar forma às pequenas intimidades, conferindo-lhes dúvida, desespero, vazio e tristeza que alimentam e dão dimensão à razão de se estar em palco.
Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro
Assistente do Coreógrafo
Leonor Keil
Intérpretes
Barbara Fuchs
Leonor Keil
Susana Queiroz
Christine Chu Shinae
Boris Nahálka
Luis Amarelo
Romulus Neagu
Wolfgang Maas
Música
Nuno Rebelo
Vídeo
Edgar Pêra
Magia (concepção)
Luís de Matos
Figurinos
António Lagarto
Desenho de Luz
Cristina Piedade
Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional São João e Companhia Paulo Ribeiro
Apoios
Ministério da Cultura – Instituto Português das Artes do Espectáculo e Teatro Viriato
Tristes Europeus, jouissez sans entraves é um encontro de várias pessoas de várias Europas em Viseu. Todos trouxeram histórias diferentes, passados distintos, realidades e expectativas que, no exílio, se reafirmaram ou diluíram. Todos eles falam com o corpo, todos respiram pela pele e sonham diluir-se em seres universais capazes de tudo apreender e compreender.
Todos sofrem, no entanto, de claustrofobia e asma crónica. Só a capacidade de esquecimento de si próprio pode aliviar este sofrimento de não estar bem em lado nenhum.
Este encontro é uma festa da memória de que só o corpo inquieto pode guardar registo. Um corpo de memória, um corpo de esquecimento, um corpo de sentir e fazer sentir que, fora dele, nada faz sentido.
Apresentações:
2002
Famalicão: Casa das Artes de Famalicão
Porto: Teatro Nacional S. João
Braga: Auditório do Conservatório de Braga
Castelo Branco: Teatro Avenida
Lisbon: Centro Cultural de Belém (Grande Auditório)
Dusseldorf (Alemanha): Tanzhaus
Coimbra: Teatro Gil Vicente
Stuttgart (Alemanha): Treffpunkt Rotebuheplatz
Montemor-o-Novo: CineTeatro Curvo Semedo
Guimarães: Auditório da Universidade do Minho
Glasgow (Escócia): Festival New Territories
Bourges (França): Maison de la Culture de Bourges (co-produtor)
2001
Viseu: 13 Dezembro (estreia) – Teatro Viriato
Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro
Intérpretes
Constance Lüttich
Leonor Keil
Marta Silva
Marta Cerqueira
David Lerat
Félix Lozano
Romulus Neagu
Wolfgang Maas
Música
Danças Ocultas (temas originais e temas dos discos “Danças Ocultas e “Ar”)
Músicos (ao vivo)
Artur Fernandes
Filipe Cal
Filipe Ricardo
Francisco Miguel
Figurinos
Carlota Lagido
Desenho de luz
Nuno Meira
Desenho e Operação de som
Nuno Rebocho
Montagem e Operação de luz
Pedro Teixeira
Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Maison de la Culture de Bourges – França, Companhia Paulo Ribeiro
Apoios
Ministério da Cultura – Instituto Português das Artes do Espectáculo
A palavra surge, em Silicone Não, como comando para a dança. Seis corpos, matérias de tensão, procuram traduzir a palavra em gesto, como eternos viventes de um caos de afectos e de vida.
“A realidade e a forma como a dança a apreende têm sido para mim uma obsessão. Como uma tentativa para encontrar o verdadeiro sentido para o que faço. Uma espécie de necessidade de ser útil, de partir de um lugar comum para o tornar singular. A matéria que justifica a criação deve ser densa. Deve funcionar como um desafio que nos leva a pensar de múltiplas formas. Assim, do anónimo, poderemos criar particularidades. Para esta nova criação desafiei Jacinto Lucas Pires, um dramaturgo com uma escrita singular. Ele deverá escrever uma pequena história sobre o caos. A única regra é que esse caos seja material de afectos, de vida, impregnado de realidades. Além dos intérpretes, que serão matéria para todas as escritas, terei a orientação dramática de Ricardo Pais na acção das palavras, e de Fabio Iaquone, um realizador de vídeo fascinado pela ilusão das imagens. Juntos, saberemos arrastar-nos para universos que desejaríamos realidade. “
Paulo Ribeiro
—–
Apresentações:
2004
Glasgow (Escócia): Festival New Territories
2003
Almada: Festival de Almada
Coimbra: Teatro Gil Vicente / Coimbra 2003 (co-produtor)
Porto: Teatro Nacional S. João (co-produtor)
Montemor-o-Novo: Teatro Curvo Semedo
Lisbon: Teatro Nacional D. Maria II (co-produtor)
Viseu: 29 de abril (estreia) – Teatro Viriato (co-produtor)
Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro
Textos
Jacinto Lucas Pires
Interpretação
Constance Lüttich
Leonor Keil
Marta Cerqueira
Marta Silva
David Lerat
Félix Lozano
Romulus Neagu
Música
Nuno Rebelo
Músicos (ao vivo)
Carla Bolito e Pedro d’Orey (vozes)
Ernesto Rodrigues (viola)
Ulrich Mitzlaff (violoncelo)
Miguel Leiria Pereira (contrabaixo)
Nuno Rebelo (guitarra clássica)
Marco Franco (saxofone soprano)
Vídeo
Fábio Iaquone e Paulo Américo
Fotografia
João Garcia
Figurinos
Carlota Lagido
Desenho de luz
Nuno Meira
Espaço cénico (criado em parceria com)
Leonor Keil, Marta Silva, Félix Lozano e Romulus Neagu
Assistente de guarda-roupa e adereços
Paulo Guimarães
Co-Produção
Teatro Nacional S. João, Coimbra 2003 – Capital Nacional da Cultura, Teatro Viriato/CRAE das Beiras
Agradecimentos
Equipa do Teatro Viriato, Ricardo Pais e Beiragel
Em Memórias de um Sábado com Rumores de Azul, Paulo Ribeiro olha em retrospectiva para os dez anos de caminho percorrido enquanto coreógrafo e reflecte entre a memória e as vicissitudes de um futuro por construir, procurando desmontar tudo o que construiu para compreender qual a verdadeira dimensão do somatório das suas obras. Uma peça que pretende celebrar o tempo passado como matéria de futuro, como uma ínfima parte de tudo o que há por descobrir.
Coreografia
Paulo Ribeiro
Remontagem das obras
Leonor Keil
Música (composição e interpretação)
Nuno Rebelo, Vítor Rua
Figurinos
Rafaela Mapril
Desenho de luz
Nuno Meira
Textos
a partir de poemas de António Ramos Rosa
Intérpretes
Amélia Bentes
Leonor Keil
Marta Cerqueira
Marta Silva
Romulus Neagu
Luís Guerra
Zvonimir Kvezic
Imagem
Cathrin Loercke / DpX
Fotografia
João Garcia
Co-produção
Teatro Viriato
Público-alvo
maiores de 12 anos
Duração aproximada
60 minutos
Baseada em textos de Gonçalo M. Tavares, com música de Bernardo Sassetti, Gilbert Bécaud e Travadinha, Malgré Nous, Nous Étions Là é um dueto interpretado por Paulo Ribeiro e Leonor Keil que, entre a sinceridade, ironia e um certo sarcasmo, procura reflectir sobre as questões da intimidade e da cumplicidade.
Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro
Co-criação
Leonor Keil
Interpretação
Paulo Ribeiro e Leonor Keil
Apoio na Dramaturgia
Gonçalo M. Tavares
Música
Bernardo Sassetti, Gilbert Becaud, Bárbara Travadinha
Desenho de Luz
Nuno Meira
Vídeo
Paulo Américo
Operação de Luz
Cristóvão Cunha
Operação de Som e Vídeo
Pedro Teixeira
Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Companhia Paulo Ribeiro, Centre Choréographique National de Caen / Basse-Normandie
Apoios
Câmara Municipal de Viseu, Câmara Municipal de Lagos, Teatro Viriato, Teatro Nacional São João, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Académico Gil Vicente, Teatro Municipal de Bragança e Teatro Municipal da Guarda
Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura – Instituto das Artes
Companhia Residente no Teatro Viriato, Viseu
Quatro homens protagonizam Masculine, uma peça intensa, quase febril, capaz de levar o público ao riso ou às lágrimas e que gira à volta da “pessoa” de Fernando Pessoa. As palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é disputada pelos intérpretes que procuram entre os seus episódios de vida aqueles que se cruzam com o imaginário “pessoano”, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha-russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos e pela energia que a peça transpira.
Nota de intenções
Em que ponto se situa a fricção que desencadeia o sublime?
Que pressuposto incarna o movimento essencial?
De que forma, escravos do tempo, podemos perpetuá-lo?
Como poderá a clausura originar o seu oposto e a rotina clarividência?
Há questões que nos acompanham sempre, há pessoas que estão sempre presentes, há dúvidas que não devem ser esclarecidas, elas são a razão para se estar atento. Não são precisas respostas. Precisamos sim de encantamento, precisamos de praticar a simplicidade para atingir o fascínio da multiplicidade.
Apostamos, determinados na utopia como segredo de vida, deixamos o caos deleitar-se sem recorrer ao ruído.
Aproximar-nos-emos da imensa pessoa do Pessoa, porque como ele calcorreamos as mesmas pedras inconformados por continuarmos aqui!
Paulo Ribeiro
Coreografia
Paulo Ribeiro
Assistente de coreografia
Leonor Keil
Textos
Fernando Pessoa
Música
Dimitri Shostakovich, Francesco Zappa, Frank Zappa
Desenho de luz
Nuno Meira
Vídeo
Paulo Américo
Intérpretes
Miguel Borges
Peter Michael Dietz
Romeu Runa
Pedro Mendes
Romulus Neagu
Co-Produção
Companhia Paulo Ribeiro, Festival Le Temps d’Aimer, Teatro Nacional S. João, Teatro Viriato, Teatro Municipal Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor
“Porque sou tão infeliz? Porque sou o que não devo ser. Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota da outra.”
Fernando Pessoa
Cinco mulheres e Fernando Pessoa. Um Pessoa no feminino e de saltos altos. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo “pessoano”, elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.
Feminine explora o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Depois de Masculine, que estreou no ano passado, Paulo Ribeiro descobre um Pessoa no feminino, explorando mais uma vez as diferentes qualidades das intérpretes. A bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa.
Apresentações:
2009
18 de Janeiro – Teatro José Lúcio de Silva, Leiria
31 de Janeiro – Teatro Aveirense, Aveiro
7 de Fevereiro – Teatro Municipal de Bragança
14 de Fevereiro – Teatro Municipal de Faro
28 de Fevereiro – Festival New Territories – Tramway, Glasgow / Escócia
2 de Abril – Teatro Rosalia de Castro, La Coruña / Espanha
8 de Abril – Teatro Viriato, Viseu
25 de Abril – Oficina de Teatro, Coimbra
2008
5 e 6 de Setembro (estreia absoluta) – Teatro Nacional São João, Porto
14 de Setembro – Festival “Le Temps d’Aimer”, Biarritz / França
10 e 11 de Outubro – Teatro Viriato, Viseu
25 de Outubro – Teatro Municipal de Almada
8 de Novembro – Teatro Municipal da Guarda
20 de Novembro – Teatro Jofre, Ferrol / Galiza
22 e 23 de Novembro – Grande Auditório do Edifício Sede da CGD / Culturgest, Lisboa
29 de Novembro – Teatro Virgínia, Torres Novas
6 de Dezembro – Teatro Ribeiro da Conceição, Lamego
13 de Dezembro – Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
20 de Dezembro – Auditório de Galícia, Santiago de Compostela / Galiza
Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro
Textos
Fragmentos de O Livro do Desassossego, Ode Marítima e de outras obras de Fernando Pessoa, com tradução e consultoria de Richard Zenith
Interpretação
Erika Guastamacchia
Leonor Keil
Margarida Gonçalves
Marta Silva
São Castro
Música original
Nuno Rebelo (excepto Stir it up, de Bob Marley, remix de Nuno Rebelo e Torture never stops, de Frank Zappa)
Todos os instrumentos
Nuno Rebelo
Voz feminina
Cathrin Loerke
Voz masculina
Richard Zenith
Textos
Fernando Pessoa, originalmente escritos em inglês e seleccionados por Richard Zenith
Iluminação
Nuno Meira
Montagem e operação de luz
Cristóvão Cunha
Figurinos
Ana Luena
Assistência ao guarda-roupa
Isabel Pereira
Costureiras
Maria Eduarda Rodrigues
Celeste Marinho
Virgínia Pereira
Assistente do coreógrafo
Peter Michael Dietz
Imagem e Design Gráfico
Cathrin Loerke
Fotografia
José Alfredo
Registo e edição de vídeo
Yann Thual
Design e Produção Gráfica
DPX / Nuno Rodrigues
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, IGAEM – Centro Coreográfico Galego
Estrutura financiada por
Ministério da Cultura /Direcção-Geral das Artes
Residente no
Teatro Viriato/CRAE das Beiras
Com o apoio
Câmara Municipal de Viseu
Parceiros
Teatro Nacional S. João, Biarritz Culture, Festival Le Temps d’Aimer, Teatro Viriato, Teatro Municipal da Guarda, Teatro Virgínia, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Aveirense, Teatro Municipal de Bragança, New Moves, Festival New Territories
Agradecimento
Companhia Clara Andermatt, Carlos Almeida / Anjos Urbanos
Em Maiorca, a convite de Jorge Salavisa, Paulo Ribeiro coreografa a partir dos Prelúdios de Chopin, interpretados por Pedro Burmester, instigando o público a deixar-se transportar sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora. O coreógrafo regressa à essência de criar dança à dimensão da música. Não é o movimento que conta, é a sua génese. Tal como Chopin fazia a apologia da primazia da forma em detrimento da alma.
*Espectáculo integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin.
Coreografia
Paulo Ribeiro
Intérpretes (novo elenco)
Eliana Campos
Leonor Keil
Rita Omar
Gonçalo Lobato
Peter Michael Dietz
Romulus Neagu
Música (interpretação por Pedro Burmester)
F. Chopin (24 Prelúdios)
Desenho de luz
Nuno Meira
Montagem e operação
Cristóvão Cunha
Cenografia
Paulo Ribeiro (concepção)
Paulo Matos (execução)
Nelson Almeida
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Centro Cultural Olga Cadaval – Festival de Sintra ’09, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João – Festival Dancem ’09, Teatro Viriato
Imagem e Design gráfico
Cathrin Loerke
Fotografia
José Alfredo
Vídeo
João Pinto
Design e Produção Gráfica
DPX / Teresa Vale
Oito cidades inspiraram os intérpretes a criar solos curtos que reflectem uma visão concentrada, mas deliberadamente superficial ou, se preferirem, turística. Em Paisagens…onde o negro é cor, o coreógrafo Paulo Ribeiro constrói dedicatórias express , ancoradas em algo que lhe foi comum em todas as cidades e que lhe proporcionou a mais bela surpresa deste percurso por Portugal: a qualidade humana dos encontros. Paisagens… onde o negro é cor é uma cartografia dançada sobre a identidade e a geografia sentimental destes oito espaços lusos.
Concepção, Coreografia e Direcção
Paulo Ribeiro
Interpretação
Eliana Campos
Leonor Keil
Rita Omar
Gonçalo Lobato
Peter Michael Dietz
Romulus Neagu
Música
Vitor Rua
Desenho de Luz
Cristóvão Cunha
Cenografia
João Mendes Ribeiro
Costureira do Guarda-roupa
Grace Vieira
Edição do Documentário
João Pinto (a partir de filmagens do coreógrafo e dos intérpretes)
Fotografia
José Alfredo
Co-produção
Centro Cultural de Belém, Lisboa; Teatro Viriato, Viseu; Teatro Nacional São João, Porto; A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; Teatro Micaelense, Açores; Teatro Virgínia, Torres Novas; Teatro-Cine de Torres Vedras e Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra.
Seduzido pela força da poética de Jim Morrisson, um dos ícones mais irreverentes da década de 60, e pelo seu American Prayer, disco póstumo, o coreógrafo Paulo Ribeiro deixou-se conduzir pelas palavras e pela espiritualidade do músico para refletir sobre o lugar de cada indivíduo na relação com o mundo e sobre o lugar da dança. Fiel no respeito pelo universo de Jim Morrisson, mas desprendido no resgate de uma interioridade em perigo iminente, construiu uma peça alicerçada na necessidade de cada um se repensar como coletivo e de ter tempo para se ouvir. Embebida pela vontade de romper e de transformar, a peça é habitada por sensações que se constroem e desconstroem, que orbitam em redor de uma época, de uma política, de um abandono, de uma preocupação, mas também de algo festivo e de uma Humanidade vigorosa. Cúmplice de Morrisson, mas emancipado no jogo dos corpos, Paulo Ribeiro contraria o que chama de aniquilamento interior, alimentado pelo fantasma da insustentabilidade de um mundo; provoca a apologia do coletivo e semeia alguns acidentes benévolos, feitos para agitar a perceção de quem assiste, bem ao jeito da sua dança orgânica e activa.
Apresentações:
2012
Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães – 12 a 24 Nov (residência e estreia)
Teatro Viriato, Viseu – 30 Nov e 1 Dez
2013
Teatro Nacional São João, Porto – 18 a 20 Jan
São Luiz Teatro Municipal, Lisboa – 01 a 03 Fev
Coreografia e Direcção
Paulo Ribeiro
Música
The Doors, Bernardo Sassetti
Colaboração e assistência musical
Miquel Bernat
Interpretação
Anna Réti (elenco original)
Avelino Chantre (elenco original)
Carla Ribeiro
Jácome Filipe
Leonor Keil
Pedro Ramos
Sandra Rosado
Teresa Alves da Silva
Participação especial
Paulo Ribeiro
Vídeo
Fabio Iaquone e Luca Attilii
Desenho de Luz
Nuno Meira
Figurinos
José António Tenente
Operação de Luz
Cristóvão Cunha
Operação de Vídeo
Tomás Pereira
Fotografia
Luís Belo
Agradecimentos
Joana Machado, Graeme Pulleyn e Cine Clube de Viseu
Sem um tu não pode haver um eu começa sob a luz de Lanterna Mágica, a autobiografia de Ingmar Bergman, cineasta que inspirou, aliás, este solo criado e interpretado por Paulo Ribeiro. “Bergman cruza-se comigo num momento em que considero que temos de nos debruçar sobre a nossa felicidade, tenha ela os contornos que tiver. Apesar de nos tentarem abafar com números e realidades que não são as nossas, a condição humana tem de vingar”, aponta o coreógrafo que regressa agora ao palco, depois do espectáculo JIM.
Nesta coreografia, que torna inesquecível o tema Insensatez, de Robert Wyatt, há a dança de um coração em carne viva. Um eu que quer conjugar a segunda pessoa do singular, como quem diz “sou tu, também tu”, mais do que “sou teu”. Há mais entrega que posse. Entre gestos lentos e límpidos, passos periclitantes e desmoronadiços e movimentos sísmicos, Paulo Ribeiro desenha um mapa afectivo. O coreógrafo transforma-se num sismógrafo de tremores emocionais. Nesta peça, há amor, ódio, solidão, angústia, dilemas conjugais, luta interior, desmoronamento, mãos e mãos. E há convulsão. Um corpo que, de tão vivo, joga xadrez com a morte. No final, uma catarse que ilumina. O choro que irrompe, como orvalho ao amanhecer.
Coreografia e interpretação
Paulo Ribeiro
Música
Robert Wyatt: Cuckooland – Insensitive; Franz Koglemann: O Moon My Pin-up: Third Movement – Distinctions, IX; Bach: Cello Suites (Pablo Casals): Cello Suite #5 in C Minor BWV 1011, Prélude e Courante; Magnus Lindberg: /Ictus Clarinet Quintet Related Rocks
Figurino
José António Tenente
Desenho de Luz
Nuno Meira
Fotografia
José Alfredo
Co-produção
Centro Cultural de Belém; Centro Cultural Vila Flor e Teatro Nacional São João
Agradecimentos
Dr. António Ribeiro de Carvalho, Dr. João Luís Oliva, Dra. Maria José Arêde, Henrique Tomás e amigos preciosos de todas as ocasiões
É uma peça que, de forma despretensiosa e com algum humor, combate a necessidade de racionalizar a dança, dando-lhe espaço para existir por si mesma transmitindo uma energia vital e poética em que o sentido profundo da coreografia está naquilo que não é dito mas, sim, sentido…
Estreou no dia 5 de Dezembro de 2014 no Teatro Municipal Rivoli, Porto.
Coreografia, espaço cénico e figurino
Paulo Ribeiro
Interpretação
Marco Ferreira da Silva
Banda sonora (colagem de excertos)
John Zorn, Ennio Morricone, George Fenton, Luiz Americano, Tia Amélia
Desenho de luz
Paulo Ribeiro e Cristóvão Cunha
Fotografia
José Fabião, José Alfredo
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
A Companhia Paulo Ribeiro celebra vinte anos e há neste percurso um movimento perpétuo de exploração de espaço, de ideias, de conceitos, de dúvidas, de encontros, de desencontros, de surpresas, enfim, uma coreografia que soma todas as outras num espaço aberto delimitado apenas pela interioridade. Um mergulho no mais profundo de si próprio, com a vontade de encontrar o que de melhor se pode oferecer a quem decide partilhar esta aventura connosco. Como diz Bergman, “sem um tu não pode haver um eu”. É esta a beleza de todas as relações, em especial a da relação entre autor e público.
Nota de intenções
A Companhia Paulo Ribeiro celebra vinte anos, e não houve um único sem uma ou mais criações. Há neste percurso um movimento perpétuo de exploração de espaço, de ideias, de conceitos, de dúvidas, de encontros, de desencontros, de surpresas, enfim, uma coreografia que soma todas as outras num espaço aberto delimitado apenas pela interioridade. Um mergulho no mais profundo de si próprio com a vontade de encontrar o que de melhor se pode oferecer a quem decide partilhar esta aventura connosco. Como diz Bergman, sem um tu não pode haver um eu. É esta a beleza de todas as relações, muito especialmente a da relação entre autor e público.
O processo criativo é quase sempre angustiante, mas também festivo. Inevitav- elmente celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais. Há sempre uma entrega que nos ultrapassa. Há sempre surpresa, há sempre festa! Há sempre uma dimensão de ritual que nos transforma, que vivifica, que altera, que nos aproxima do outro.
E é esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expectativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou ativos.
Porque a festa é a todas as dimensões…
A festa é já um múltiplo poliédrico de emoções provocadas pela relação com a natureza, com o outro e com as forças imanentes que se gozam na alegria com que se exterioriza a sua própria evocação. Uma são muitas; muitas são uma!
É sempre evasão do quotidiano; carnaval de transgressão; má(s)cara que oculta personagens de convencionais rotinas. Sempre corpo e alma, grito explosivo de alegria e liberdade.
Enfim, a festa pode ser tudo, desde que manifestação de prazer. Até mesmo a simples carícia é uma festa…
Paulo Ribeiro e João Luís Oliva
Coreografia e direcção
Paulo Ribeiro
Interpretação
Ana Jezabel
Filipa Peraltinha
Teresa Alves da Silva
Rosana Ribeiro
São Castro
André Cabral
Allan Falieri
António Cabrita
João Cardoso
Valter Fernandes
Música
Tom Zé, Matthew Shlomowitz e Ben Harper
Consultoria e Direcção musical
Miquel Bernat
Músicos ao vivo
Drumming Grupo de Percussão: Miquel Bernat e Miguel Moreira
Figurinos
José António Tenente
Desenho de luz
Nuno Meira
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Théâtre National De Chaillot; Les 2 Scènes – Scène Nationale de Besançon; Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest;
Teatro Nacional São João e Teatro Viriato
Apoio
Câmara Municipal de Viseu
Agradecimentos
Companhia Nacional de Bailado
Nota de intenções
Não ilustramos um filme. Dialogamos com imagens, imagens com passado mas com futuro incerto.
Imagens que se vão habitando de gente, de vivências, de histórias suspensas…
Imagens que caminham para o dueto da maçã e do ovo que, por sua vez, suge- re a elevação do amor.
Amor… Imagem entre o tempo que se arrasta rodopiando sobre si próprio e o dueto que, de tanto querer voar, se amarra ao chão.
Amor que se torna possessivo, exigente, dependente, desesperado, exaltado, sufocante; mas também patético, cómico, trágico-cómico, lúdico, frívolo, virtuoso, sinuoso, cabotino e esvaziado.
Amor que derrapa nos fantasmas da negritude da alma e da hiperatividade como forma de exorcizar a ilusão ou a desilusão!…
Sem narrativas fechadas, sem dramaturgia esmagadora, sem a obrigação de tudo perceber, enveredamos por um mundo de sentidos que são os da vida na sua configuração mais simples de se afirmar. Em simultâneo e, indelevelmente, convocamos Magritte a acompanhar-nos.
Paulo Ribeiro
Antestreia – 22 de abril de 2016, Teatro Viriato, Viseu
Autoria, Coreografia e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro
Colaboração e selecção de filmes
Cine Clube De Viseu
Interpretação
Ana Jezabel
João Cardoso (elenco original) / Francisco Rolo
Música
The Boys From Brazil: Segredo Suba; Balanescu Quartet: Hanging Upsidedown, Autobahn; João Parahyba: Nightly Sins (tribute), Barbara, Ne Me Quitte Pas; Nina Simone: Ne Me Quitte Pas, Go Limp; Jacques Brel: Ne Me Quitte Pas, La Valse a Mille Temps; Simone de Oliveira: Não Me Vais Deixar (Ne Me Quitte Pas); Akram Mag: Ne Me Quitte Pas; Frank Zappa: The Nancy & Mary Music; Serge Gainsbourg: Je suis venu te dire que je m’en vais
Figurinos
José António Tenente
Desenho de luz
Cristóvão Cunha
Assistente de produção e técnica
Tomás Pereira
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Um passeio com Jiří Kylián. É assim que Paulo Ribeiro apresenta a sua nova criação de homenagem a um coreógrafo que respira o presente e exala a intemporalidade, alguém que carrega uma mão divina. Um coreógrafo que é – para Paulo Ribeiro – uma referência maior, com quem quer comunicar, partilhar e passear intensamente. Em Walking with Kylián. Never Stop Searching, aproximamo-nos de Jiří Kylián e do que está por trás das suas obras, para reflectir sobre a diversidade das suas linguagens coreográficas e a diferença entre elas mas também sobre a eficácia da linguagem e do pensamento no acto da criação.
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Nota de intenções
Porque é que se dança? Porque é que se insiste em dançar e em coreografar? Porque é que se acredita que esta arte pode ser maior?
Porque é que a sobrenaturalidade humana se revela com a dança? Porque é que há coreógrafos que nos expõem essa revelação com uma evidência vital?
Porque é que a dança precisa cada vez mais de palavras? Porque é que a dança ressurge hoje com uma força avassaladora e se reinventou sem fronteiras? Porque é que os limites do corpo são o não ter limites? Quanto mais etéreo mais ligado ao chão! Quanto mais espiritual mais carnal!
Há coreógrafos que sempre viveram na franja do tempo, que sempre respiraram o presente e exalaram intemporalidade. Em França, quando nos referimos a alguém que muito admiramos, dizemos que é “Dieu sur la terre” (Deus na Terra). E, de facto, considero que há artistas, neste caso, coreógrafos que transportam ou têm mão divina. Coreógrafos que são referências maiores para mim e com quem quero comunicar, partilhar, passear intensamente.
O primeiro passeio… Vou fazê-lo com Jiří Kylián, que me acompanhou durante um período largo da minha carreira. Conheço-o artisticamente e um pouco pessoalmente. Temos linguagens completamente distintas, mas é esta diferença que me interessa. Quero aproximar-me da pessoa por detrás da obra. Quero olhar para a obra e sentir os pontos de ligação com a sua ideia original. Quero sentir as felicidades e frustrações de quem, para mim, não falha quando cria. Quero perceber a eficácia da linguagem e do pensamento. Deste passeio que, certamente, se multiplicará em vários, vai nascer uma coreografia, resultado do meu olhar sobre a sua forma de estar na dança. Creio que será uma dança de compromisso libertador, uma dança muito mais universal, uma dança muito diferente de todas as outras que já fiz.
Uma coreografia para seis intérpretes e a mão de Deus…
Paulo Ribeiro
Apresentações:
2019
Teatro Aveirense, Aveiro – 30 Março
Centro de Arte de Ovar – 14 Junho
2018
Le Théâtre du Merlan, Scène Nationale de Marseille, França – 2 Fevereiro
Teatro Municipal São Luiz, Lisboa – 6 e 17 Fevereiro
Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra – 4 Abril
Teatro Nacional São João, Porto – 14, 15 e 16 Junho
Teatro Municipal de Bragança – 8 Setembro
Teatro Municipal de Vila Real – 15 Setembro
Teatro Garcia de Resende, Évora – 4 Novembro
2017
Teatro Viriato, Viseu – 17 e 18 Novembro (estreia)
Centro Cultural Vila Flor, Guimarães – 25 Novembro
Coreografia
Paulo Ribeiro
Desenho de luz
Nuno Meira
Interpretação
Ana Jezabel
André Cabral
André Mesquita (elenco original)
João Cardoso (elenco original)
Miguel Oliveira
Miguel Santos
Teresa Alves da Silva
Música
Pocket Paradise: Al este del eden – 5to andamento; Luna Nueva – Jesús Rueda; David del Puerto – A midsummer night’s dance; Robert Wyatt – Just a Bit, Fragment, Hasta Siempre Comandante; Benjamin de La Fuente: Flip; James MacMillan, Scottish Chamber e Joseph Swensen Orchestra: Tryst, I (A meditation on Iona), Adam’s Rib; Bach (Pablo Casals): Cello Suite #5 In C Minor, BWV 1011 – Prélude; Riccardo Nova: Cristaux Rêvants III
Apoio
Opart/Companhia Nacional de Bailado
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Centro Cultural Vila Flor, Direcção Regional da Cultura da Madeira, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato e São Luiz Teatro Municipal
Em 1999, estreava Memórias de Pedra. Tempo Caído, que se debruçava sobre a identidade de um país profundo. A convite do município de Viseu, a peça que inaugurou a vida da Companhia Paulo Ribeiro como estrutura residente em Viseu regressou aos palcos, vinte anos depois da sua estreia, para construir o retrato de um Portugal aparentemente parado no tempo, mas aberto à Europa e às mudanças que marcaram o final do séc. XX.
Concepção, Coreografia, Direcção e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro
Interpretação
Ana Moreno
Joana Lopes
Małgorzata Suś
Ricardo Machado
Guilherme Leal
Rafael Oliveira
Desenho de Luz
João Paulo Xavier/Paulo Ribeiro
Figurinos
Carlota Lagido
Música Original
Vítor Rua
Vídeo
João Pinto/Vojta Dukát
Adaptação e Operação de Luz
Cristóvão Cunha
Adaptação e Operação de Vídeo
Tomás Pereira
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Teatro Viriato
Apoios e Financiamento
Município de Viseu
A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Direcção-Geral das Artes.
Há 27 anos, Paulo Ribeiro criou a primeira peça da Companhia Paulo Ribeiro: Sábado 2. O mundo prometia abertura, a Europa consolidava um projecto comum e Portugal estava empenhado em tornar-se maior. De sábado a segunda, passou um fim-de-semana e um quarto de século. Foi belo, foi intenso e, sobretudo, permitiu tornar sonhos em realidade. Segunda 2 parece ser a lógica continuação de um projecto que é obrigatoriamente de autor e que surge do imperativo de voltarmos todos a uma suposta normalidade. Regressamos com a imensa vontade de estar novamente próximos, de celebrar a vida, de reencontrar a festa.
Nota de intenções
É uma coreografia que se desafia a si própria, que se coloca no limiar da falha que será sempre uma aliada e não uma adversária. Uma peça que convoca algumas memórias de tantas outras e que, nos seus percursos secretos, se inspira em muito daquilo que os tempos nos têm dado. Não olhamos para a falha como obstrução, assim como não olhamos para todos os sonhos desfeitos, os impasses que teimam em ser condição de vida, as dinâmicas culturais, tantas vezes inconclusivas, a tentativa vã de fixar e construir.
A dança continua num lugar confinado, mas isso não nos interessa, na próxima segunda tudo vai mudar, se não for na próxima será na outra, ou na seguinte, e para isso acontecer, vamos continua a desafiarmo-nos, a brincar, a provocar e exorcizar a falha. Vamos ser singulares e colectivos. Vamos reencontrar a festa. Vamos reencontrar o corpo. Vamos continuar a dançar.
Paulo Ribeiro
Apresentações
2022
5 Fevereiro – Teatro Municipal da Covilhã
19 Fevereiro – Teatro Municipal de Ourém
13 Março – Teatro José Lúcio da Silva, Comemorações do Orfeão de Leiria
30 Março – Teatro Municipal de Vila Real
14 e 15 Abril – Teatro Nacional São João, Porto
2021
15 Outubro – Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
29 e 30 Outubro – Centro Cultural de Belém, Lisboa
5 Novembro – Cine-Teatro Louletano, Loulé
19 e 20 Novembro – Teatro Viriato, Viseu
Coreografia, Direção Artística e Montagem Sonora
Paulo Ribeiro
Interpretação
Ana Moreno
Catarina Keil
Margarida Belo Costa
Pedro Matias
Sara Garcia
Valter Fernandes
Textos
Isabel Nogueira
Desenho de Luz
Nuno Meira
Assistente de desenho de luz
Manuel Abrantes
Som
José Marques
Figurinos
José António Tenente
Organização de objetos cénicos (cenografia)
João Mendes Ribeiro
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produtores
Centro Cultural de Belém, Lisboa; Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; Teatro Nacional São João, Porto; Teatro Viriato, Viseu e Cine-Teatro Louletano, Loulé
Apoio
Escola Superior de Dança e Pro.Dança – Escola de Dança e Produção de Espetáculos
A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes.
Espelho de uma celebração onde o corpo é o veículo de comunicação por excelência, Rumor de Deuses explora uma fisicalidade subtil mas ao mesmo tempo exuberante na sensação interna e na imagem externa. Este é um trabalho mais contemplativo, que assume uma estranha liberdade da alma.
Estreada em 1996, Rumor de Deuses foi a segunda e mais premiada criação de Paulo Ribeiro para a sua companhia e foi remontada no final de 2022.
Coreografia e Direcção Artística
Paulo Ribeiro
Assistente do coreógrafo e responsável pela remontagem
Matilde Barbas
Interpretação
Catarina Keil
Marco Esteves
Pedro de Aires
Marta Cruz
Inês Vasques
Música
Vítor Rua e “Caeser”, de Iggy Pop
Figurinos originais
Maria Gonzaga
Desenho de Luz e Operação
João Rodrigues
Produção Executiva
Héloïse Rego
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes
Será que se pode dançar Bergman? E se sim, será o quê? Que corpo será esse? Que dinâmica terá?
Inspirado na vida e universo do cineasta sueco, Paulo Ribeiro transforma o solo interpretado por si em “Sem um tu não pode haver um eu”, em 2014, num movimento colectivo. Se anteriormente o coreógrafo se interrogava sobre a relação do homem com o seu reflexo e a essência passava pelo confronto e castigo do corpo, nesta (re)criação, o coreógrafo procura desconstruir o léxico inicial para descobrir pontos de luz. Dança-se com a densidade comum à obra de Bergman para criar texturas e dinâmicas que convocam humor e emoção, numa procura de celebração do corpo em permanência.
Coreografia, Direcção Artística e Selecção Musical
Paulo Ribeiro
Interpretação
Afonso Cunha
Liliana Oliveira
Maria Martinho
Mariana Vasconcelos
Rita Ferreira
Voz
Bárbara Guimarães
Clara Andermatt
Desenho de Luz
Nuno Meira
Figurinos
José António Tenente
Música
Bach – Cello Suites (Pablo Casals): Cello Suite #5 In C Minor, BWV 1011 – Prélude; Robert Wyatt: Hasta Siempre Comandante, Insensatez, Shrinkrap; Carlos Lázzari Y Su Orquesta: La Puñalada; Franz Koglman – IX: O Moon My Pin-Up, Third Movement, Distinctions; Mindel Band: Perentem; Magnus Lindberg / Ictus Clarinet Quintet – Related Rocks
Textos
Ingmar Bergman
Gravação e Edição de Voz
Nuno Braga
Fotografia e Vídeo
Pedro Sadio
Coordenação Geral
Pedro Jordão
Comunicação
Patrícia Cuan
Produção Executiva
Rita Monteiro
Produção
Companhia Paulo Ribeiro
Co-produção
Convento São Francisco
Apoios
Câmara Municipal de Cascais/Fundação Dom Luís I, Câmara Municipal de Coimbra, Fundação “la Caixa”/BPI
Agradecimentos
Bárbara Guimarães, Fundação Oriente
A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa/Direcção-Geral das Artes.
"Em palco, os cinco bailarinos vão-se depois virando e abrindo aos outros, pouco a pouco, cruzando pela primeira vez olhares e dando sinal de rebentarem as suas bolhas individuais. Entre a expectativa e a desconfiança, começam a procurar-se e a perceber que só apoiados uns nos outros conseguem reerguer-se. (...) Ainda assim, é o instante em que emerge a importância do colectivo, em que mesmo sem lhes escutarmos uma só palavra reconhecemos uma voz colectiva."
Gonçalo Frota, Público
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"Paulo Ribeiro regressa à criação coreográfica para nos virar do avesso – tal qual nos filmes e peças de Bergman. E há de tudo: melancolia, celebração, festejo e silêncios definidos como se estivéssemos em queda num abismo. (...) O movimento é agora coletivo e não deixa de ter um lado dramatúrgico bem presente. Ouvem-se vozes que nos falam da importância da ligação entre corpos, e da importância de uma voz coletiva que se ergue na esperança por melhores dias."
Ricardo Ramos Gonçalves, Observador
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