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Nome da Criação
Ano

Este trabalho vive da repressão da energia sexual, e da sua confrontação com a fantasia romântica e religiosa que só encontra “redenção” numa espécie de sacrifício de auto- mutilação.
É um trabalho que tem uma carga erótica muito semelhante ao que se vivia, ou pelo menos eu vivi, no nosso passado de católicos, cheios de Nossa Senhora de Fátima e de Infernos meio orgásticos, meio redentores.
Sábado 2 é uma obra essencialmente egoísta; o outro existe para dar relevo às nossas fantasias; compadecemo-nos a pensar que sofremos de amor, mas não passa de imaginação e convenção social. É aí que entra o texto, para dar relevo ao estereótipo das convenções sociais, à banalidade da palavra e até dos sentimentos, quase sempre fugazes e virtuais.
Resumindo, nesta peça tentei explorar o turbilhão vazio do indivíduo virado essencialmente para si próprio, tomando a ligação com o divino como espécie de energia redentora.

Paulo Ribeiro

Apresentações:

1997
Pau (França) – Thêátre Saragosse
Dijon (França) – Art Danse Bourgogne

1996
Porto – Teatro Nacional S. João
Neuchatel (Suíça) – Festival Neuchatel
London (Inglaterra) – The Turning World, The Place Theatre
Sheffield (Inglaterra) – Sheffield Plays at Home
Budapest (Hungria) – Petofi Hall
Berlin (Alemanha) – Tanzwerkstatt
Nova Iorque (EUA) – St. Marks Church
Providence (EUA) – The Carriage House
Paris (França) – Festival Ile de Danses

1995
Lisboa – Teatro Municipal de São Luís
Guarda – Auditório Municipal da Guarda
Lisboa – Teatro CineArte
Loures – Espaço Artivários
Montemor-o-Velho- Festival Citemor
Braga – Teatro Circo
Coimbra – Teatro Gil Vicente
Viseu – Parque do Fontelo
Porto – Balleteatro Auditório
Lisboa – Festival Danças na Cidade / Centro Cultural de Belém (co-produtor) – 2 de junho (estreia)

Coreografia
Paulo Ribeiro

Música
Nuno Rebelo

Figurinos
Maria Gonzaga

Desenho de luz 
Rui Marcelino

Intérpretes
Joana Novaes
Leonor Keil
Paola Moreno
Duarte Barrilaro Ruas

Paulo Ribeiro
Peter Michael Dietz

Co-produção
Fundação das Descobertas / CCB

Apoios
The British Council, CCA – Audiovisuais, E.T.I.C., Maria Gonzaga, Teatro CineArte

Espelho de uma celebração metafísica onde o corpo é o veículo de comunicação por excelência, Rumor de Deuses explora uma fisicalidade subtil mas ao mesmo tempo exuberante na sensação interna e na imagem externa. Paulo Ribeiro assume, nesta coreografia, uma estranha liberdade da alma.
Um trabalho mais contemplativo, que permitiu ao coreógrafo avançar na exploração de novos vocabulários de movimentos e de novas situações em que o humor se constrói.

Coreografia
Paulo Ribeiro

Intérpretes
Joana Novaes
Leonor Keil
Patrick Harlay
Paula Moreno
Peter Michael Dietz

Música
Vítor Rua e “Caeser”, de Iggy Pop

Figurinos
Maria Gonzaga

Desenho de Luz
Rui Marcelino

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian

Apoio
Secretaria de Estado da Cultura / I.P.B.D., E.P.I, Maria Gonzaga, Fundação das Descobertas e Teatro Cinearte

A partir das definições de Wassily Kandinsky das cores azul – “um movimento de afastamento do homem e, ao mesmo tempo, um movimento dirigido unicamente para o seu próprio centro” – e esmeralda – “ambivalente, cujas características podem sugerir ciências ocultas e malditas mas também clarividência, fertilidade e imortalidade”-, e da sua contradição de cor e de significado, Paulo Ribeiro constrói uma criação sobre a dinâmica da violência, da banalidade e da futilidade, tomando como princípio a ilustração do ser humano bestial, posto a nu pela sua incapacidade de gerir contradições.
Azul Esmeralda é uma obra excessiva e, por excesso, torna-se numa celebração desenfreada da estupidez, da violência sem objectivo definido e da futilidade insaciável da alegria.

Coreografia
Paulo Ribeiro

Intérpretes
Cláudia de Serpa Soares
Leonor Keil
Mathilde Lapostolle
Paola Morena
Paulo Ribeiro
Peter Michael Dietz
Rowan Thorpe

Música
Nuno Rebelo

Cenografia e Adereços
Ideia Fixa

Figurinos
Maria Gonzaga

Desenho de Luz
Paulo Graça

Co-produção
Teatro Nacional de São João, Companhia Paulo Ribeiro

Apoios
Ministério da Cultura, Prix d’auteur du Conseil Général de La Seine Saint-Denis, França (Rencontres Chorégraphiques Internationales, 1996)

Memórias de Pedra. Tempo Caído inaugurou a vida da Companhia Paulo Ribeiro, enquanto estrutura residente no Teatro Viriato, em Viseu. Trata-se da primeira obra a tornar legível a sua pertinência artística e de produção. Um símbolo da descentralização da dança contemporânea, das artes e da cultura, que atravessa a criação do projecto artístico actual do Teatro Viriato. Nesta peça, o coreógrafo Paulo Ribeiro reflecte sobre o imaginário português e o que considerou ser um dos bastiões da identidade nacional: as pedras das casas, onde se inscreve tudo o que resta da nossa grandiosidade.

Apresentações:

1998
Estreia 3 de julho – Festival Mergulho no Futuro / EXPO’98 (co-produtor)
São Paulo (Brasil): Centro Cultural de São Paulo
Estocolmo (Suécia): Dansen Hus (co-produtor)
Frankfurt (Alemanha): Kunstlerhaus Mousonturm

2000
Beja: Auditório do Instituto Politécnico
Coimbra: Teatro Académico Gil Vicente
Aveiro: Estaleiro Teatral
Braga: Auditório do Parque de Exposições
Berlin (Alemanha): Hebbel Theatre1999
Tondela: Teatro Acert
Évora: Teatro Garcia de Resende
Estarreja: ESTA ‘99
Dortmund (Alemanha): AKKU, St. Reinoldi Kirche
Dusseldorf (Alemanha): Tanzhaus nrw Die Werkstatt
Bonn (Alemanha): Brotfabrik
Viseu: Teatro Viriato
Trento (Itália): Semana da Cultura Portuguesa
Glasgow (Escócia): Festival New Territories
Porto: Teatro Rivoli
Coimbra: Teatro Gil Vicente

 

 

Concepção, coreografia, direcção e espaço cénico
Paulo Ribeiro

Música original
Vítor Rua

Vídeo
João Pinto / Vojta Dukát

Figurinos
Carlota Lagido

Desenho de luz
João Paulo Xavier / Paulo Ribeiro

Intérpretes
Barbara Fuchs
Christin Chu
Leonor Keil
Suzana Queiroz
Boris Nahálka
Félix Lozaon
Romulus Neagu
Wolfgang Maas

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Parque Expo – Expo’98 / Lisboa, Stockholm Cultural Capital of Europe 1998, Kunstlerhaus Mousonturm

Apoio
Câmara Municipal de Viseu

Vídeo promocional realizado a partir da estreia no Teatro Nacional São João / PO.N.T.I. '99

É um encontro ao vivo, é o prazer da musicalidade, é deixar o corpo ser epiderme, é respirar pela pele, é criar espaço para o diálogo, é dar corpo à surpresa, é ir para o palco transparente, é esquecer-se de si, é dar voz ao corpo, é dar corpo à voz, é ouvir e dançar, dançar.
Revisitar o universo específico e autónomo de Maria João e Mário Laginha, e regressar às origens e tentar, através da exploração máxima dos corpos, concretizar a expedição da construção de uma nova paisagem.
O espaço de improvisação possibilita um interessante encontro entre o conhecido e o desconhecido, que faz deste acontecimento um constante espectáculo Ao Vivo.

Circulação

1999
Porto: 5 de dezembro (estreia) – Teatro Nacional São João (co-produtor)

2000
Loures: Jardim de Loures
Coimbra: Jardim da Sereia
Viseu: Teatro Viriato

2001
San Francisco (EUA): Yerba Buena Centre for the Arts
Miami (EUA): Miami Light Project
Lisboa: Grande Auditório do Centro Cultural de Belém

 

 

Coreografia e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro

Música
Maria João e Mário Laginha (temas dos discos Cor e Fábula)

Desenho de luz
Cristina Piedade

Figurinos
Manuel Alves / José Manuel Gonçalves

Intérpretes
Barbara Fuchs
Christine Chu Shinae
Leonor Keil
Suzana Queiroz
Boris Nahálka
Romulus Neagu
Wolfgang Maas

Músicos
Maria João (voz)
Mário Laginha (piano)
Helge Norbakken (percussão) 

Co-produção
PO.N.T.I. / Teatro Nacional São João

A comédia musical é o culto da vida em constante Primavera. Um inconformado luxo que procura comunicar com todos e com cada um em particular. A conjugação energética que consegue criar o indefinível capaz de desencadear o sonho.
Carmen Miranda e Josephine Baker têm em comum um talento que se alimenta de humanidade, uma autenticidade selvagem que é a própria vida. É a partir destes dois fenómenos do espectáculo que o coreógrafo procura criar matéria onírica, construir uma celebração marcada pela incansável necessidade de se fazer presente e, ao mesmo tempo, reflectir e dar forma às pequenas intimidades, conferindo-lhes dúvida, desespero, vazio e tristeza que alimentam e dão dimensão à razão de se estar em palco.

Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro

Assistente do Coreógrafo
Leonor Keil

Intérpretes
Barbara Fuchs
Leonor Keil
Susana Queiroz
Christine Chu Shinae
Boris Nahálka
Luis Amarelo
Romulus Neagu
Wolfgang Maas

Música
Nuno Rebelo

Vídeo
Edgar Pêra

Magia (concepção)
Luís de Matos

Figurinos
António Lagarto

Desenho de Luz
Cristina Piedade

Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional São João e Companhia Paulo Ribeiro

Apoios
Ministério da Cultura – Instituto Português das Artes do Espectáculo e Teatro Viriato

Tristes Europeus, jouissez sans entraves é um encontro de várias pessoas de várias Europas em Viseu. Todos trouxeram histórias diferentes, passados distintos, realidades e expectativas que, no exílio, se reafirmaram ou diluíram. Todos eles falam com o corpo, todos respiram pela pele e sonham diluir-se em seres universais capazes de tudo apreender e compreender.
Todos sofrem, no entanto, de claustrofobia e asma crónica. Só a capacidade de esquecimento de si próprio pode aliviar este sofrimento de não estar bem em lado nenhum.
Este encontro é uma festa da memória de que só o corpo inquieto pode guardar registo. Um corpo de memória, um corpo de esquecimento, um corpo de sentir e fazer sentir que, fora dele, nada faz sentido.

Apresentações:

2002
Famalicão: Casa das Artes de Famalicão
Porto: Teatro Nacional S. João
Braga: Auditório do Conservatório de Braga
Castelo Branco: Teatro Avenida
Lisbon: Centro Cultural de Belém (Grande Auditório)
Dusseldorf (Alemanha): Tanzhaus
Coimbra: Teatro Gil Vicente
Stuttgart (Alemanha): Treffpunkt Rotebuheplatz
Montemor-o-Novo: CineTeatro Curvo Semedo
Guimarães: Auditório da Universidade do Minho
Glasgow (Escócia): Festival New Territories
Bourges (França): Maison de la Culture de Bourges (co-produtor)

2001
Viseu: 13 Dezembro (estreia) – Teatro Viriato

Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro

Intérpretes
Constance Lüttich
Leonor Keil
Marta Silva
Marta Cerqueira
David Lerat
Félix Lozano
Romulus Neagu
Wolfgang Maas

Música
Danças Ocultas (temas originais e temas dos discos “Danças Ocultas e “Ar”)

Músicos (ao vivo)
Artur Fernandes
Filipe Cal
Filipe Ricardo
Francisco Miguel

Figurinos
Carlota Lagido

Desenho de luz
Nuno Meira

Desenho e Operação de som
Nuno Rebocho

Montagem e Operação de luz
Pedro Teixeira

Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Maison de la Culture de Bourges – França, Companhia Paulo Ribeiro

Apoios
Ministério da Cultura – Instituto Português das Artes do Espectáculo

A palavra surge, em Silicone Não, como comando para a dança. Seis corpos, matérias de tensão, procuram traduzir a palavra em gesto, como eternos viventes de um caos de afectos e de vida.

“A realidade e a forma como a dança a apreende têm sido para mim uma obsessão. Como uma tentativa para encontrar o verdadeiro sentido para o que faço. Uma espécie de necessidade de ser útil, de partir de um lugar comum para o tornar singular. A matéria que justifica a criação deve ser densa. Deve funcionar como um desafio que nos leva a pensar de múltiplas formas. Assim, do anónimo, poderemos criar particularidades. Para esta nova criação desafiei Jacinto Lucas Pires, um dramaturgo com uma escrita singular. Ele deverá escrever uma pequena história sobre o caos. A única regra é que esse caos seja material de afectos, de vida, impregnado de realidades. Além dos intérpretes, que serão matéria para todas as escritas, terei a orientação dramática de Ricardo Pais na acção das palavras, e de Fabio Iaquone, um realizador de vídeo fascinado pela ilusão das imagens. Juntos, saberemos arrastar-nos para universos que desejaríamos realidade. “

Paulo Ribeiro

—–

Apresentações:

2004
Glasgow (Escócia): Festival New Territories

2003
Almada: Festival de Almada
Coimbra: Teatro Gil Vicente / Coimbra 2003 (co-produtor)
Porto: Teatro Nacional S. João (co-produtor)
Montemor-o-Novo: Teatro Curvo Semedo
Lisbon: Teatro Nacional D. Maria II (co-produtor)
Viseu: 29 de abril (estreia) – Teatro Viriato (co-produtor)

Concepção, Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro

Textos
Jacinto Lucas Pires

Interpretação
Constance Lüttich
Leonor Keil
Marta Cerqueira
Marta Silva
David Lerat
Félix Lozano
Romulus Neagu

Música
Nuno Rebelo

Músicos (ao vivo)
Carla Bolito e Pedro d’Orey (vozes)
Ernesto Rodrigues (viola)
Ulrich Mitzlaff (violoncelo)
Miguel Leiria Pereira (contrabaixo)
Nuno Rebelo (guitarra clássica)
Marco Franco (saxofone soprano)

Vídeo
Fábio Iaquone e Paulo Américo

Fotografia
João Garcia

Figurinos
Carlota Lagido

Desenho de luz
Nuno Meira

Espaço cénico (criado em parceria com)
Leonor Keil, Marta Silva, Félix Lozano e Romulus Neagu

Assistente de guarda-roupa e adereços
Paulo Guimarães

Co-Produção
Teatro Nacional S. João, Coimbra 2003 – Capital Nacional da Cultura, Teatro Viriato/CRAE das Beiras

Agradecimentos
Equipa do Teatro Viriato, Ricardo Pais e Beiragel

Em Memórias de um Sábado com Rumores de Azul, Paulo Ribeiro olha em retrospectiva para os dez anos de caminho percorrido enquanto coreógrafo e reflecte entre a memória e as vicissitudes de um futuro por construir, procurando desmontar tudo o que construiu para compreender qual a verdadeira dimensão do somatório das suas obras. Uma peça que pretende celebrar o tempo passado como matéria de futuro, como uma ínfima parte de tudo o que há por descobrir.

Coreografia
Paulo Ribeiro

Remontagem das obras
Leonor Keil

Música (composição e interpretação)
Nuno Rebelo, Vítor Rua

Figurinos
Rafaela Mapril

Desenho de luz
Nuno Meira

Textos
a partir de poemas de António Ramos Rosa

Intérpretes
Amélia Bentes
Leonor Keil
Marta Cerqueira
Marta Silva
Romulus Neagu
Luís Guerra
Zvonimir Kvezic

Imagem
Cathrin Loercke / DpX

Fotografia
João Garcia

Co-produção
Teatro Viriato

Público-alvo
maiores de 12 anos

Duração aproximada
60 minutos

Vídeo promocional

Baseada em textos de Gonçalo M. Tavares, com música de Bernardo Sassetti, Gilbert Bécaud e Travadinha, Malgré Nous, Nous Étions Là é um dueto interpretado por Paulo Ribeiro e Leonor Keil que, entre a sinceridade, ironia e um certo sarcasmo, procura reflectir sobre as questões da intimidade e da cumplicidade.

Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro

Co-criação
Leonor Keil

Interpretação
Paulo Ribeiro e Leonor Keil

Apoio na Dramaturgia
Gonçalo M. Tavares

Música
Bernardo Sassetti, Gilbert Becaud, Bárbara Travadinha

Desenho de Luz
Nuno Meira

Vídeo
Paulo Américo

Operação de Luz
Cristóvão Cunha

Operação de Som e Vídeo
Pedro Teixeira

Produção Executiva
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Companhia Paulo Ribeiro, Centre Choréographique National de Caen / Basse-Normandie

Apoios
Câmara Municipal de Viseu, Câmara Municipal de Lagos, Teatro Viriato, Teatro Nacional São João, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Académico Gil Vicente, Teatro Municipal de Bragança e Teatro Municipal da Guarda

Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura – Instituto das Artes
Companhia Residente no Teatro Viriato, Viseu

Quatro homens protagonizam Masculine, uma peça intensa, quase febril, capaz de levar o público ao riso ou às lágrimas e que gira à volta da “pessoa” de Fernando Pessoa. As palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é disputada pelos intérpretes que procuram entre os seus episódios de vida aqueles que se cruzam com o imaginário “pessoano”, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha-russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos e pela energia que a peça transpira.

Nota de intenções

Em que ponto se situa a fricção que desencadeia o sublime?
Que pressuposto incarna o movimento essencial?
De que forma, escravos do tempo, podemos perpetuá-lo?
Como poderá a clausura originar o seu oposto e a rotina clarividência?
Há questões que nos acompanham sempre, há pessoas que estão sempre presentes, há dúvidas que não devem ser esclarecidas, elas são a razão para se estar atento. Não são precisas respostas. Precisamos sim de encantamento, precisamos de praticar a simplicidade para atingir o fascínio da multiplicidade.
Apostamos, determinados na utopia como segredo de vida, deixamos o caos deleitar-se sem recorrer ao ruído.
Aproximar-nos-emos da imensa pessoa do Pessoa, porque como ele calcorreamos as mesmas pedras inconformados por continuarmos aqui!

Paulo Ribeiro

Coreografia
Paulo Ribeiro

Assistente de coreografia
Leonor Keil

Textos
Fernando Pessoa

Música
Dimitri Shostakovich, Francesco Zappa, Frank Zappa

Desenho de luz
Nuno Meira

Vídeo
Paulo Américo

Intérpretes
Miguel Borges
Peter Michael Dietz
Romeu Runa
Pedro Mendes
Romulus Neagu

Co-Produção
Companhia Paulo Ribeiro, Festival Le Temps d’Aimer, Teatro Nacional S. João, Teatro Viriato, Teatro Municipal Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor

“Porque sou tão infeliz? Porque sou o que não devo ser. Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota da outra.”
Fernando Pessoa

Cinco mulheres e Fernando Pessoa. Um Pessoa no feminino e de saltos altos. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo “pessoano”, elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E  este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.
Feminine explora o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Depois de Masculine, que estreou no ano passado, Paulo Ribeiro descobre um Pessoa no feminino, explorando mais uma vez as diferentes qualidades das intérpretes. A bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa.

Apresentações:

2009
18 de Janeiro – Teatro José Lúcio de Silva, Leiria
31 de Janeiro – Teatro Aveirense, Aveiro
7 de Fevereiro – Teatro Municipal de Bragança
14 de Fevereiro – Teatro Municipal de Faro
28 de Fevereiro – Festival New Territories – Tramway, Glasgow / Escócia
2 de Abril – Teatro Rosalia de Castro, La Coruña / Espanha
8 de Abril – Teatro Viriato, Viseu
25 de Abril – Oficina de Teatro, Coimbra

2008
5 e 6 de Setembro (estreia absoluta) – Teatro Nacional São João, Porto
14 de Setembro – Festival “Le Temps d’Aimer”, Biarritz / França
10 e 11 de Outubro – Teatro Viriato, Viseu
25 de Outubro – Teatro Municipal de Almada
8 de Novembro – Teatro Municipal da Guarda
20 de Novembro – Teatro Jofre, Ferrol / Galiza
22 e 23 de Novembro – Grande Auditório do Edifício Sede da CGD / Culturgest, Lisboa
29 de Novembro – Teatro Virgínia, Torres Novas
6 de Dezembro – Teatro Ribeiro da Conceição, Lamego
13 de Dezembro – Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
20 de Dezembro – Auditório de Galícia, Santiago de Compostela / Galiza

 

Direcção e Coreografia
Paulo Ribeiro

Textos
Fragmentos de O Livro do Desassossego, Ode Marítima e de outras obras de Fernando Pessoa, com tradução e consultoria de Richard Zenith

Interpretação
Erika Guastamacchia
Leonor Keil
Margarida Gonçalves
Marta Silva
São Castro

Música original
Nuno Rebelo (excepto Stir it up, de Bob Marley, remix de Nuno Rebelo e Torture never stops, de Frank Zappa)

Todos os instrumentos            
Nuno Rebelo

Voz feminina                 
Cathrin Loerke

Voz masculina
Richard Zenith

Textos
Fernando Pessoa, originalmente escritos em inglês e seleccionados por Richard Zenith

Iluminação
Nuno Meira

Montagem e operação de luz
Cristóvão Cunha

Figurinos
Ana Luena

Assistência ao guarda-roupa
Isabel Pereira

Costureiras
Maria Eduarda Rodrigues
Celeste Marinho
Virgínia Pereira

Assistente do coreógrafo
Peter Michael Dietz

Imagem e Design Gráfico
Cathrin Loerke

Fotografia
José Alfredo

Registo e edição de vídeo
Yann Thual

Design e Produção Gráfica     
DPX / Nuno Rodrigues

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção    
Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, IGAEM – Centro Coreográfico Galego

Estrutura financiada por
Ministério da Cultura /Direcção-Geral das Artes

Residente no       
Teatro Viriato/CRAE das Beiras

Com o apoio  
Câmara Municipal de Viseu

Parceiros 
Teatro Nacional S. João, Biarritz Culture, Festival Le Temps d’Aimer, Teatro Viriato, Teatro Municipal da Guarda, Teatro Virgínia, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Aveirense, Teatro Municipal de Bragança, New Moves, Festival New Territories

Agradecimento
Companhia Clara Andermatt, Carlos Almeida / Anjos Urbanos

Em Maiorca, a convite de Jorge Salavisa, Paulo Ribeiro coreografa a partir dos Prelúdios de Chopin, interpretados por Pedro Burmester, instigando o público a deixar-se transportar sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora. O coreógrafo regressa à essência de criar dança à dimensão da música. Não é o movimento que conta, é a sua génese. Tal como Chopin fazia a apologia da primazia da forma em detrimento da alma.

*Espectáculo integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin.

Coreografia
Paulo Ribeiro

Intérpretes (novo elenco)
Eliana Campos
Leonor Keil
Rita Omar
Gonçalo Lobato
Peter Michael Dietz
Romulus Neagu

Música (interpretação por Pedro Burmester)
F. Chopin (24 Prelúdios)

Desenho de luz
Nuno Meira

Montagem e operação
Cristóvão Cunha

Cenografia
Paulo Ribeiro (concepção)
Paulo Matos (execução)
Nelson Almeida

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Centro Cultural Olga Cadaval – Festival de Sintra ’09, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João – Festival Dancem ’09, Teatro Viriato

Imagem e Design gráfico
Cathrin Loerke

Fotografia
José Alfredo

Vídeo
João Pinto

Design e Produção Gráfica
DPX / Teresa Vale

Oito cidades inspiraram os intérpretes a criar solos curtos que reflectem uma visão concentrada, mas deliberadamente superficial ou, se preferirem, turística. Em Paisagens…onde o negro é cor, o  coreógrafo Paulo Ribeiro constrói dedicatórias express , ancoradas em algo que lhe foi comum em todas as cidades e que lhe proporcionou a mais bela surpresa deste percurso por Portugal: a qualidade humana dos encontros. Paisagens… onde o negro é cor é uma cartografia dançada sobre a identidade e a geografia sentimental destes oito espaços lusos.

Concepção, Coreografia e Direcção
Paulo Ribeiro

Interpretação
Eliana Campos
Leonor Keil
Rita Omar
Gonçalo Lobato
Peter Michael Dietz
Romulus Neagu

Música
Vitor Rua

Desenho de Luz
Cristóvão Cunha

Cenografia
João Mendes Ribeiro

Costureira do Guarda-roupa
Grace Vieira

Edição do Documentário
João Pinto (a partir de filmagens do coreógrafo e dos intérpretes)

Fotografia
José Alfredo

Co-produção
Centro Cultural de Belém, Lisboa; Teatro Viriato, Viseu; Teatro Nacional São João, Porto; A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; Teatro Micaelense, Açores; Teatro Virgínia, Torres Novas; Teatro-Cine de Torres Vedras e Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra.

Seduzido pela força da poética de Jim Morrisson, um dos ícones mais irreverentes da década de 60, e pelo seu American Prayer, disco póstumo, o coreógrafo Paulo Ribeiro deixou-se conduzir pelas palavras e pela espiritualidade do músico para refletir sobre o lugar de cada indivíduo na relação com o mundo e sobre o lugar da dança. Fiel no respeito pelo universo de Jim Morrisson, mas desprendido no resgate de uma interioridade em perigo iminente, construiu uma peça alicerçada na necessidade de cada um se repensar como coletivo e de ter tempo para se ouvir. Embebida pela vontade de romper e de transformar, a peça é habitada por sensações que se constroem e desconstroem, que orbitam em redor de uma época, de uma política, de um abandono, de uma preocupação, mas também de algo festivo e de uma Humanidade vigorosa. Cúmplice de Morrisson, mas emancipado no jogo dos corpos, Paulo Ribeiro contraria o que chama de aniquilamento interior, alimentado pelo fantasma da insustentabilidade de um mundo; provoca a apologia do coletivo e semeia alguns acidentes benévolos, feitos para agitar a perceção de quem assiste, bem ao jeito da sua dança orgânica e activa.

Coreografia e Direcção
Paulo Ribeiro

Música
The Doors, Bernardo Sassetti

Colaboração e assistência musical
Miquel Bernat

Interpretação
Anna Réti
Carla Ribeiro
Leonor Keil
Sandra Rosado
Avelino Chantre
Paulo Ribeiro
Pedro Ramos

Vídeo
Fabio Iaquone e Luca Attilii

Desenho de Luz
Nuno Meira

Figurinos José António Tenente

Operação de Luz
Cristóvão Cunha

Operação de Vídeo
Tomás Pereira

Fotografia
Luís Belo

Agradecimentos
Joana Machado, Graeme Pulleyn e Cine Clube de Viseu

Ensaios

Sem um tu não pode haver um eu começa sob a luz de Lanterna Mágica, a autobiografia de Ingmar Bergman, cineasta que inspirou, aliás, este solo criado e interpretado por Paulo Ribeiro. “Bergman cruza-se comigo num momento em que considero que temos de nos debruçar sobre a nossa felicidade, tenha ela os contornos que tiver. Apesar de nos tentarem abafar com números e realidades que não são as nossas, a condição humana tem de vingar”, aponta o coreógrafo que regressa agora ao palco, depois do espectáculo JIM.
Nesta coreografia, que torna inesquecível o tema Insensatez, de Robert Wyatt, há a dança de um coração em carne viva. Um eu que quer conjugar a segunda pessoa do singular, como quem diz “sou tu, também tu”, mais do que “sou teu”. Há mais entrega que posse. Entre gestos lentos e límpidos, passos periclitantes e desmoronadiços e movimentos sísmicos, Paulo Ribeiro desenha um mapa afectivo. O coreógrafo transforma-se num sismógrafo de tremores emocionais. Nesta peça, há amor, ódio, solidão, angústia, dilemas conjugais, luta interior, desmoronamento, mãos e mãos. E há convulsão. Um corpo que, de tão vivo, joga xadrez com a morte. No final, uma catarse que ilumina. O choro que irrompe, como orvalho ao amanhecer.

Coreografia e interpretação
Paulo Ribeiro

Música
Robert Wyatt: Cuckooland – Insensitive; Franz Koglemann: O Moon My Pin-up: Third Movement – Distinctions, IX; Bach: Cello Suites (Pablo Casals): Cello Suite #5 in C Minor BWV 1011, Prélude e Courante; Magnus Lindberg: /Ictus Clarinet Quintet Related Rocks

Figurino
José António Tenente

Desenho de Luz
Nuno Meira

Fotografia
José Alfredo

Co-produção
Centro Cultural de Belém; Centro Cultural Vila Flor e Teatro Nacional São João

Agradecimentos
Dr. António Ribeiro de Carvalho, Dr. João Luís Oliva, Dra. Maria José Arêde, Henrique Tomás e amigos preciosos de todas as ocasiões

É uma peça que, de forma despretensiosa e com algum humor, combate a necessidade de racionalizar a dança, dando-lhe espaço para existir por si mesma transmitindo uma energia vital e poética em que o sentido profundo da coreografia está naquilo que não é dito mas, sim, sentido…

Estreou no dia 5 de Dezembro de 2014 no Teatro Municipal Rivoli, Porto.

Coreografia, espaço cénico e figurino
Paulo Ribeiro

Interpretação
Marco Ferreira da Silva

Banda sonora (colagem de excertos)
John Zorn, Ennio Morricone, George Fenton, Luiz Americano, Tia Amélia

Desenho de luz
Paulo Ribeiro e Cristóvão Cunha

Fotografia
José Fabião, José Alfredo

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

A Companhia Paulo Ribeiro celebra vinte anos e há neste percurso um movimento perpétuo de exploração de espaço, de ideias, de conceitos, de dúvidas, de encontros, de desencontros, de surpresas, enfim, uma coreografia que soma todas as outras num espaço aberto delimitado apenas pela interioridade. Um mergulho no mais profundo de si próprio, com a vontade de encontrar o que de melhor se pode oferecer a quem decide partilhar esta aventura connosco. Como diz Bergman, “sem um tu não pode haver um eu”. É esta a beleza de todas as relações, em especial a da relação entre autor e público.

Nota de intenções

A Companhia Paulo Ribeiro celebra vinte anos, e não houve um único sem uma ou mais criações. Há neste percurso um movimento perpétuo de exploração de espaço, de ideias, de conceitos, de dúvidas, de encontros, de desencontros, de surpresas, enfim, uma coreografia que soma todas as outras num espaço aberto delimitado apenas pela interioridade. Um mergulho no mais profundo de si próprio com a vontade de encontrar o que de melhor se pode oferecer a quem decide partilhar esta aventura connosco. Como diz Bergman, sem um tu não pode haver um eu. É esta a beleza de todas as relações, muito especialmente a da relação entre autor e público.
O processo criativo é quase sempre angustiante, mas também festivo. Inevitav- elmente celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais. Há sempre uma entrega que nos ultrapassa. Há sempre surpresa, há sempre festa! Há sempre uma dimensão de ritual que nos transforma, que vivifica, que altera, que nos aproxima do outro.
E é esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expectativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou ativos.
Porque a festa é a todas as dimensões…
A festa é já um múltiplo poliédrico de emoções provocadas pela relação com a natureza, com o outro e com as forças imanentes que se gozam na alegria com que se exterioriza a sua própria evocação. Uma são muitas; muitas são uma!
É sempre evasão do quotidiano; carnaval de transgressão; má(s)cara que oculta personagens de convencionais rotinas. Sempre corpo e alma, grito explosivo de alegria e liberdade.
Enfim, a festa pode ser tudo, desde que manifestação de prazer. Até mesmo a simples carícia é uma festa…

Paulo Ribeiro e João Luís Oliva

 

Coreografia e direcção
Paulo Ribeiro

Interpretação
Ana Jezabel
Filipa Peraltinha
Teresa Alves da Silva
Rosana Ribeiro
São Castro
André Cabral
Allan Falieri
António Cabrita
João Cardoso
Valter Fernandes

Música
Tom Zé, Matthew Shlomowitz e Ben Harper

Consultoria e Direcção musical
Miquel Bernat

Músicos ao vivo
Drumming Grupo de Percussão: Miquel Bernat e Miguel Moreira

Figurinos
José António Tenente

Desenho de luz
Nuno Meira

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Théâtre National De Chaillot; Les 2 Scènes – Scène Nationale de Besançon; Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest;
Teatro Nacional São João e Teatro Viriato

Apoio
Câmara Municipal de Viseu

Agradecimentos
Companhia Nacional de Bailado

Apresentação com elenco original (2016)

Nota de intenções
Não ilustramos um filme. Dialogamos com imagens, imagens com passado mas com futuro incerto.
Imagens que se vão habitando de gente, de vivências, de histórias suspensas…
Imagens que caminham para o dueto da maçã e do ovo que, por sua vez, suge- re a elevação do amor.
Amor… Imagem entre o tempo que se arrasta rodopiando sobre si próprio e o dueto que, de tanto querer voar, se amarra ao chão.
Amor que se torna possessivo, exigente, dependente, desesperado, exaltado, sufocante; mas também patético, cómico, trágico-cómico, lúdico, frívolo, virtuoso, sinuoso, cabotino e esvaziado.
Amor que derrapa nos fantasmas da negritude da alma e da hiperatividade como forma de exorcizar a ilusão ou a desilusão!…
Sem narrativas fechadas, sem dramaturgia esmagadora, sem a obrigação de tudo perceber, enveredamos por um mundo de sentidos que são os da vida na sua configuração mais simples de se afirmar. Em simultâneo e, indelevelmente, convocamos Magritte a acompanhar-nos.

Paulo Ribeiro

Antestreia – 22 de abril de 2016, Teatro Viriato, Viseu

Autoria, Coreografia e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro

Colaboração e selecção de filmes
Cine Clube De Viseu

Interpretação
Ana Jezabel
João Cardoso (elenco original) / Francisco Rolo

Música
The Boys From Brazil: Segredo Suba; Balanescu Quartet: Hanging Upsidedown, Autobahn; João Parahyba: Nightly Sins (tribute), Barbara, Ne Me Quitte Pas; Nina Simone: Ne Me Quitte Pas, Go Limp; Jacques Brel: Ne Me Quitte PasLa Valse a Mille Temps; Simone de Oliveira: Não Me Vais Deixar (Ne Me Quitte Pas); Akram Mag: Ne Me Quitte Pas; Frank Zappa: The Nancy & Mary Music; Serge Gainsbourg: Je suis venu te dire que je m’en vais

Figurinos
José António Tenente

Desenho de luz
Cristóvão Cunha

Assistente de produção e técnica
Tomás Pereira

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Ensaios no Teatro Viriato com Ana Jezabel e João Cardoso (elenco original)

Um passeio com Jiří Kylián. É assim que Paulo Ribeiro apresenta a sua nova criação de homenagem a um coreógrafo que respira o presente e exala a intemporalidade, alguém que carrega uma mão divina. Um coreógrafo que é – para Paulo Ribeiro – uma referência maior, com quem quer comunicar, partilhar e passear intensamente. Em Walking with Kylián. Never Stop Searching, aproximamo-nos de Jiří Kylián e do que está por trás das suas obras, para reflectir sobre a diversidade das suas linguagens coreográficas e a diferença entre elas mas também sobre a eficácia da linguagem e do pensamento no acto da criação.

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Nota de intenções
Porque é que se dança? Porque é que se insiste em dançar e em coreografar? Porque é que se acredita que esta arte pode ser maior?
Porque é que a sobrenaturalidade humana se revela com a dança? Porque é que há coreógrafos que nos expõem essa revelação com uma evidência vital?
Porque é que a dança precisa cada vez mais de palavras? Porque é que a dança ressurge hoje com uma força avassaladora e se reinventou sem fronteiras? Porque é que os limites do corpo são o não ter limites? Quanto mais etéreo mais ligado ao chão! Quanto mais espiritual mais carnal!
Há coreógrafos que sempre viveram na franja do tempo, que sempre respiraram o presente e exa- laram intemporalidade. Em França, quando nos referimos a alguém que muito admiramos, dizemos que é “Dieu sur la terre” (Deus na Terra). E, de facto, considero que há artistas, neste caso, coreó- grafos que transportam ou têm mão divina. Coreógrafos que são referências maiores para mim e com quem quero comunicar, partilhar, passear intensamente.
O primeiro passeio… Vou fazê-lo com Jiří Kylián, que me acompanhou durante um período largo da minha carreira. Conheço-o artisticamente e um pouco pessoalmente. Temos linguagens com- pletamente distintas, mas é esta diferença que me interessa. Quero aproximar-me da pessoa por detrás da obra. Quero olhar para a obra e sentir os pontos de ligação com a sua ideia original. Quero sentir as felicidades e frustrações de quem, para mim, não falha quando cria. Quero perceber a eficácia da linguagem e do pensamento. Deste passeio que, certamente, se multiplicará em vários, vai nascer uma coreografia, resultado do meu olhar sobre a sua forma de estar na dança. Creio que será uma dança de compromisso libertador, uma dança muito mais universal, uma dança muito diferente de todas as outras que já fiz.
Uma coreografia para seis intérpretes e a mão de Deus…

Paulo Ribeiro

Coreografia
Paulo Ribeiro

Desenho de luz
Nuno Meira

Interpretação
André Mesquita
Ana Jezabel
Miguel Oliveira
Teresa Alves da Silva

Música
Pocket Paradise: Al este del eden – 5to andamento;  Luna Nueva – Jesús Rueda; David del Puerto – A midsummer night’s dance; Robert Wyatt – Just a Bit, Fragment, Hasta Siempre Comandante; Benjamin de La Fuente: Flip; James MacMillan, Scottish Chamber e Joseph Swensen Orchestra: Tryst, I (A meditation on Iona), Adam’s Rib; Bach (Pablo Casals): Cello Suite #5 In C Minor, BWV 1011 – Prélude; Riccardo Nova: Cristaux Rêvants III

Apoio
Opart/Companhia Nacional de Bailado

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Centro Cultural Vila Flor, Direcção Regional da Cultura da Madeira, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato e São Luiz Teatro Municipal

Em 1999, estreava Memórias de Pedra. Tempo Caído, que se debruçava sobre a identidade de um país profundo. A convite do município  de Viseu, a peça que inaugurou a vida da Companhia Paulo Ribeiro como estrutura residente em Viseu regressou aos palcos, vinte anos depois da sua estreia, para construir o retrato de um Portugal aparentemente parado no tempo, mas aberto à Europa e às mudanças que marcaram o final do séc. XX.

Concepção, Coreografia, Direcção e Espaço Cénico
Paulo Ribeiro

Interpretação
Ana Moreno
Joana Lopes
Małgorzata Suś
Ricardo Machado
Guilherme Leal
Rafael Oliveira

Desenho de Luz
João Paulo Xavier/Paulo Ribeiro

Figurinos
Carlota Lagido

Música Original
Vítor Rua

Vídeo
João Pinto/Vojta Dukát

Adaptação e Operação de Luz
Cristóvão Cunha

Adaptação e Operação de Vídeo
Tomás Pereira

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Teatro Viriato

Apoios e Financiamento
Município de Viseu

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Direcção-Geral das Artes.

Há 27 anos, Paulo Ribeiro criou a primeira peça da Companhia Paulo Ribeiro: Sábado 2. O mundo prometia abertura, a Europa consolidava um projecto comum e Portugal estava empenhado em tornar-se maior. De sábado a segunda, passou um fim-de-semana e um quarto de século. Foi belo, foi intenso e, sobretudo, permitiu tornar sonhos em realidade. Segunda 2 parece ser a lógica continuação de um projecto que é obrigatoriamente de autor e que surge do imperativo de voltarmos todos a uma suposta normalidade. Regressamos com a imensa vontade de estar novamente próximos, de celebrar a vida, de reencontrar a festa.

Nota de intenções
É uma coreografia que se desafia a si própria, que se coloca no limiar da falha que será sempre uma aliada e não uma adversária. Uma peça que convoca algumas memórias de tantas outras e que, nos seus percursos secretos, se inspira em muito daquilo que os tempos nos têm dado. Não olhamos para a falha como obstrução, assim como não olhamos para todos os sonhos desfeitos, os impasses que teimam em ser condição de vida, as dinâmicas culturais, tantas vezes inconclusivas, a tentativa vã de fixar e construir.
A dança continua num lugar confinado, mas isso não nos interessa, na próxima segunda tudo vai mudar, se não for na próxima será na outra, ou na seguinte, e para isso acontecer, vamos continua a desafiarmo-nos, a brincar, a provocar e exorcizar a falha. Vamos ser singulares e colectivos. Vamos reencontrar a festa. Vamos reencontrar o corpo. Vamos continuar a dançar.

Paulo Ribeiro


Apresentações

2022
5 Fevereiro – Teatro Municipal da Covilhã
19 Fevereiro – Teatro Municipal de Ourém
13 Março – Teatro José Lúcio da Silva, Comemorações do Orfeão de Leiria
30 Março – Teatro Municipal de Vila Real
14 e 15 Abril – Teatro Nacional São João, Porto

2021
15 Outubro – Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
29 e 30 Outubro – Centro Cultural de Belém, Lisboa
5 Novembro – Cine-Teatro Louletano, Loulé
19 e 20 Novembro – Teatro Viriato, Viseu

Coreografia, Direção Artística e Montagem Sonora
Paulo Ribeiro

Interpretação
Ana Moreno
Catarina Keil
Margarida Belo Costa
Pedro Matias
Sara Garcia
Valter Fernandes

Textos
Isabel Nogueira

Desenho de Luz
Nuno Meira

Assistente de desenho de luz
Manuel Abrantes

Som
José Marques

Figurinos
José António Tenente

Organização de objetos cénicos (cenografia)
João Mendes Ribeiro

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produtores
Centro Cultural de Belém, Lisboa; Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; Teatro Nacional São João, Porto; Teatro Viriato, Viseu e Cine-Teatro Louletano, Loulé

Apoio
Escola Superior de Dança e Pro.Dança – Escola de Dança e Produção de Espetáculos

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes.

Espelho de uma celebração onde o corpo é o veículo de comunicação por excelência, Rumor de Deuses explora uma fisicalidade subtil mas ao mesmo tempo exuberante na sensação interna e na imagem externa. Este é um trabalho mais contemplativo, que assume uma estranha liberdade da alma.

Estreada em 1996, Rumor de Deuses foi a segunda e mais premiada criação de Paulo Ribeiro para a sua companhia e foi remontada no final de 2022.

Coreografia e Direcção Artística
Paulo Ribeiro

Assistente do coreógrafo e responsável pela remontagem
Matilde Barbas

Interpretação
Catarina Keil
Marco Esteves
Pedro de Aires
Marta Cruz
Inês Vasques

Música
Vítor Rua e “Caeser”, de Iggy Pop

Figurinos originais
Maria Gonzaga

Desenho de Luz e Operação
João Rodrigues

Produção Executiva
Héloïse Rego

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes

Será que se pode dançar Bergman? E se sim, será o quê? Que corpo será esse? Que dinâmica terá?
Inspirado na vida e universo do cineasta sueco, Paulo Ribeiro transforma o solo interpretado por si em “Sem um tu não pode haver um eu”, em 2014, num movimento colectivo. Se anteriormente o coreógrafo se interrogava sobre a relação do homem com o seu reflexo e a essência passava pelo confronto e castigo do corpo, nesta (re)criação, o coreógrafo procura desconstruir o léxico inicial para descobrir pontos de luz. Dança-se com a densidade comum à obra de Bergman para criar texturas e dinâmicas que convocam humor e emoção, numa procura de celebração do corpo em permanência.

Coreografia, Direcção Artística e Selecção Musical
Paulo Ribeiro

Interpretação
Afonso Cunha
Liliana Oliveira
Maria Martinho
Mariana Vasconcelos
Rita Ferreira

Voz
Bárbara Guimarães
Clara Andermatt

Desenho de Luz
Nuno Meira

Figurinos
José António Tenente

Música
Bach – Cello Suites (Pablo Casals): Cello Suite #5 In C Minor, BWV 1011 – Prélude; Robert Wyatt: Hasta Siempre Comandante, Insensatez, Shrinkrap; Carlos Lázzari Y Su Orquesta: La Puñalada; Franz Koglman – IX: O Moon My Pin-Up, Third Movement, Distinctions; Mindel Band: Perentem; Magnus Lindberg / Ictus Clarinet Quintet – Related Rocks

Textos
Ingmar Bergman

Gravação e Edição de Voz
Nuno Braga

Fotografia e Vídeo
Pedro Sadio

Coordenação Geral
Pedro Jordão

Comunicação
Patrícia Cuan

Produção Executiva
Rita Monteiro

Produção
Companhia Paulo Ribeiro

Co-produção
Convento São Francisco

Apoios
Câmara Municipal de Cascais/Fundação Dom Luís I, Câmara Municipal de Coimbra, Fundação “la Caixa”/BPI

Agradecimentos
Bárbara Guimarães, Fundação Oriente

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa/Direcção-Geral das Artes.

"Em palco, os cinco bailarinos vão-se depois virando e abrindo aos outros, pouco a pouco, cruzando pela primeira vez olhares e dando sinal de rebentarem as suas bolhas individuais. Entre a expectativa e a desconfiança, começam a procurar-se e a perceber que só apoiados uns nos outros conseguem reerguer-se. (...) Ainda assim, é o instante em que emerge a importância do colectivo, em que mesmo sem lhes escutarmos uma só palavra reconhecemos uma voz colectiva."
Gonçalo Frota, Público
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"Paulo Ribeiro regressa à criação coreográfica para nos virar do avesso – tal qual nos filmes e peças de Bergman. E há de tudo: melancolia, celebração, festejo e silêncios definidos como se estivéssemos em queda num abismo. (...) O movimento é agora coletivo e não deixa de ter um lado dramatúrgico bem presente. Ouvem-se vozes que nos falam da importância da ligação entre corpos, e da importância de uma voz coletiva que se ergue na esperança por melhores dias."
Ricardo Ramos Gonçalves, Observador
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